Aqui serão indicados livros referentes não só ao envelhecimento, como também, literatura geral.
O que levou-me a estudar sobre o envelhecimento foi aos 37 anos, após cumprir todos os papéis sociais impostos pela sociedade (estudar, namorar, casar, ter filhos, casa, estar com a vida feita) não ser cobrada por mais nada.- O que será que me restava? Caí em profunda depressão, pois jovem e com tudo realizado. E agora? Quem chegaria primeiro: a doença, a aposentadoria ou a morte?
Fui tentar descobrir se havia algo mais a esperar na e da vida, além do tempo passar e a morte chegar. Quando descobri que existem outros mundos e que as pessoas muitas vezes não tem qualquer idéia a esse respeito. Achei uma pena não mostrar esta descoberta para os outros, esta luz no fim do túnel. Foi aí que resolvi cada vez mais pesquisar a fundo a respeito, para poder ajudar as pessoas.
Após sete anos de pesquisa junto aos idosos recolhi resultados significativos que resultaram nesse livro.Diretora da Faculdade Aberta para a Terceira IDade Costa Braga lança livro sobre como é visto o envelhecimento na realidade brasileira, a importância da reformulação do pensamento a respeito, a necessidade de um espaço para de discutir novos paradigmas, problemas, conhecimentos com pessoas especializadas na área do envelhecimento humano.
O objetivo visa conscientizar e sensibilizar o indivíduo a respeito do envelhecimento em geral, como ele é visto na realidade brasileira e, acima de tudo, propiciar reflexões sobre futuras reformulações do seu plano pessoal de vida, dos grupos sujeitos e a capacidade de adaptação para novas mudanças. O objeto da pesquisa foi o processo de educação para o envelhecimento.
Afinal a Faculdade Aberta para a Terceira Idade é um local onde os idosos podem refletir sobre o seu prórpio envelhecimento e o do outro, ou seja, do segmento idosos como um todo. Não só do idoso, mas de todas as pessoas que ali frequentam e trabalham, pois o espaço propicia pensar e falar a respeito. E muitas vezes o idoso não tem este local, ou quem o escute, pois as pessoas estão sempre com o tempo cheio de afazeres.
Então, falo também da importância de um espaço comunitário para que todos possam realizar essas atividades e a partir daí, muitos percebem que "aquele problema" não é tão grande assim, que muitas pessoas vivem o mesmo problema, que outras vivem problemas piores e assim por diante.
Cristina Fogaça
GENTE DE MUITOS ANOS
Esta coleção tem como objetivo provocar situações de análise e reflexão sobre valores e atitudes fundamentais para a formação da criança, que começa a construir seus princípios éticos e morais a partir dos primeiros anos de vida. A ideia é trabalhar com temáticas sociais – como os direitos das crianças, dos professores, dos portadores de necessidades especiais, entre outros –, propondo modelos e situações cotidianas do processo de socialização de forma lúdica e divertida. Neste Gente de muitos anos, queremos chamar a atenção da criança para os direitos dos idosos.
Keith Philips - A ordem de Jesus aos cristãos foi para que formassem discipulos. Este livro fornece princípios que nos ajudam a compreender e cumprir esta missão. A venda na IBMorumbi - www.ibmorumbi.com.br
Da disseminação dos ideais abolicionistas e republicanos, passando pelo nacionalismo de Getúlio Vargas, a política brasileira sempre deu samba
Carnaval é época de descontração e divertimento, mas a alegria também dá passagem ao desabafo. E assim surgem as sátiras políticas, presentes nas marchinhas de Carnaval e que tratam, sempre de maneira bem-humorada, dos acontecimentos políticos em voga na época.
A relação entre a política e o Carnaval é antiga, vem de muito antes, portanto, de mensaleiros e sanguessugas botarem seus blocos na rua. E remete aos tempos do Império, antes mesmo de a festa se tornar um símbolo nacional. Já no século passado, as clássicas marchinhas – quase sempre críticas – também serviram para render homenagens ou relembrar fatos históricos.
Em seu mais recente livro, “Política e Religiões no Carnaval” (Ed. Irmãos Vitale), lançado em janeiro, o jornalista, produtor cultural e escritor Haroldo Costa apresenta alguns exemplos de como os fatos políticos influenciaram e continuam a contagiar a festa mais tradicional do país.
“O livro faz um levantamento da política como fato ao longo da história do Brasil”, explica Haroldo Costa, um dos mais profundos conhecedores do Carnaval carioca. A primeira manifestação dessa relação entre política e Carnaval remete a 1761, quando foi feita uma homenagem ao nascimento do príncipe da Beira D. José, conta o escritor.
Depois, em 1786, um novo desfile foi realizado nas ruas do Rio de Janeiro para comemorar o casamento de D. João IV com a princesa Carlota Joaquina. A festa foi produzida pelo vice-rei Luis de Vasconcelos.
O início da festa
Tradicionalmente costuma-se atribuir o início do Carnaval à chegada da família real portuguesa no Brasil, em 1808. Mas a festa começou muito antes, garante Haroldo Costa. E, surpreendentemente, chegou primeiro a Porto Alegre, com a vinda, em 1762, de 60 casais da ilha dos Açores que trouxeram para cá o entrudo. Essa primeira manifestação carnavalesca era semelhante ao Carnaval de rua de Pernambuco: blocos de rua com bonecos gigantes.
“Depois, por volta de 1820, foram formadas as sociedades carnavalescas, que se engajavam na luta política. Elas eram pré-abolição e pró-República”, diz Haroldo ao Congresso em Foco.
Intelectuais e artistas da época participavam dessas sociedades, que ficaram conhecidas pelos “carros de idéia” (antecessores dos atuais carros alegóricos), nos quais tomavam posição contra abusos e erros de autoridades. Em 1881, por exemplo, o grupo batizado de "Os Fenianos" – cujo nome era uma homenagem a revolucionários irlandeses – levou às ruas do Rio um carro com a figura do então imperador D. Pedro II representado com uma mancha no peito. “Era a mancha da escravidão”, explica o pesquisador.
Ele também lembra que os dois primeiros presidentes brasileiros, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, também foram “homenageados” no Carnaval e ganharam marchinhas próprias.
“Então a história do Carnaval é pontuada por músicas que falam de fatos políticos. No Estado Novo também havia várias musicas sobre Getúlio Vargas. Embora elas sempre falassem bem dele, por causa da censura, sempre apareciam alguns carros de crítica nos desfiles”, relata Haroldo Costa. Entre as composições enaltecedoras dedicadas ao então presidente está “Seu Getúlio” (veja a letra), de André Filho, que viria a compor o hino Cidade Maravilhosa.
No bico da chaleira
A sátira política nas músicas de Carnaval, conta o pesquisador, ajudaram até a inventar um verbo: “chaleirar”, que hoje é usado para caracterizar o bajulador, o famoso puxa-saco.
O senador gaúcho José Gomes Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador, era conhecido por sempre tomar chimarrão em suas reuniões. Um dia, quando um de seus auxiliares foi servir a água quente para colocar no mate, em vez de segurar na asa, pegou no bico da chaleira. O episódio deu origem a uma marchinha de Carnaval.
A música “No Bico da Chaleira”, de Juca Stotoni, fez sucesso no Carnaval de 1909. Sua letra, embora não trouxesse o novo verbo, ajudou a consagrá-lo como sinônimo de bajular entre a população. A marchinha dizia: “Iaiá, me deixe subir nessa ladeira/ que eu sou do grupo que pega na chaleira". Uma das figuras mais fortes do Legislativo, Pinheiro Machado morava no alto do Cosme Velho, no Rio. A música fez tanto sucesso que resultou na peça de teatro-revista Pega na chaleira, de Raul Perderneiras e Ataliba Reis (ouça a canção).
Festa nacional
A política está presente tanto no Carnaval de rua quanto nos enredos das escolas de samba. As escolas do Rio de Janeiro, por exemplo, já homenagearam Juscelino Kubitscheck, Tiradentes e Zulu dos Palmares, figuras marcantes da história do país.
Em 1989, ano do centenário da República, o samba da Imperatriz Leopoldinense, “Liberdade, Liberdade! Abre as Asas sobre Nós!”, arrasou na avenida (ouça). Vencedor daquele ano, ele ainda hoje é um dos enredos mais lembrados da folia carioca (veja a letra).
“Carnaval é liberação total. É um momento de divertimento e de democratização. E a crítica política também entra nessa liberação”, defende Haroldo Costa, acrescentando que o Brasil é o único país do mundo que tem o Carnaval como uma festa nacional.
Para ele, é no Carnaval que as pessoas encontram espaço para transmitir suas emoções, sejam de satisfação ou de insatisfação. Este ano no Rio, por exemplo, ele acredita que vários blocos falarão sobre o boicote ao pagamento do IPTU, assunto que tem mexido com a cidade e tirado o sono do prefeito César Maia (DEM).
“O Carnaval no Brasil é um acontecimento que mobiliza todo mundo. Tem crítica, mas também tem homenagem e elogio. Nos outros países a festa é mais localizada e, na maioria das vezes, consiste em um baile de máscaras ou um desfile de carros”, diz o pesquisador.
Só Brasil
Por décadas, o nacionalismo de Getúlio, por exemplo, se refletiu no samba-enredo das escolas cariocas. Um acordo feito por ele com as então recém-criadas agremiações condicionava a liberação de recursos públicos à abordagem exclusiva de assuntos tupiniquins.
O acerto acabou sendo incorporado no regulamento oficial da União das Escolas de Samba, responsável pelo julgamento dos desfiles. Não por acaso, Zumbi, D. João VI e o próprio Getúlio aparecem, respectivamente, como as figuras mais lembradas pelas escolas do Rio.
Autor de outras seis publicações sobre o Carnaval carioca, Haroldo Costa diz que só pode escrever sobre o assunto “quem for carnavalesco, quem gostar dos folguedos de Momo, quem envelhecer trepidando com sambas, correndo para ver passar na rua ou mesmo numa distante esquina, ou ainda para acompanhar, um bloco, um rancho, uma escola de samba”.
Para quem vê com desconfiança a “industrialização” da festa na Sapucaí, com sambas-enredos feitos sob encomenda, seja para os financiadores do espetáculo, seja para a TV, Haroldo guarda na ponta da língua uma resposta, que faz questão de destacar em sua página na internet: “O Carnaval carioca não morreu, não morrerá. Este é o mais belo carnaval do mundo”.
Editado pela Qualitymark - lançamento setembro 2006
Escrita da quarta capa do livro O IDOSO NÃO QUER PIJAMA!
Como todo ser humano, somos preparados para crescer, entrar na escola, namorar, casar, ter filhos e trabalhar, mas quando o assunto é deixar de ser jovem, o despreparo é total! A sociedade precisa, urgentemente,reformular suas idéias a respeito da velhice, eliminando os estereótipos e preconceitos.É preciso redirecionar o atendimento ao idoso no enfoque que conduz à ação, valorizando o cidadão que ele é enquanto sujeito do processo de transformação social.
Tão importante quanto trabalhar com o idoso é trabalhar com as pessoas de seu convívio, para que estas possam compreender as mudanças que ocorrem com quem entra nesta fase. No interior do trabalho com o idoso, há uma prática social, um ato político, é importante percebermos essa dimensão em nossa prática e qual horizonte lhe conferimos.Promover o idoso é abrir-lhe espaços para criar e se desenvolver como um todo, para que, assim, possa se adaptas às alterações que o processo de envelhecimento exige.
O livro O Idoso Não Quer Pijama discorre sobre todas essas questões ao apresentar ao idoso não apenas como um cliente em potencial,mas também como um cidadão, além de indicar caminhos para aqueles que desejam ampliar sua visão sobre o envelhecimento e, ao mesmo tempo, oferecer serviços de qualidade para este público que vem crescendo em todo o mundo. Vale a pena conferir.
Cristina Fogaça – Gerontóloga pela Universidade de Barcelona e Mestre em Gerontologia pela PUC/SP. Presidente da AUFATI – Associação das Universidades e Faculdades Abertas para a Terceira Idade do Estado de São Paulo e Diretora da FAMA (Faculdade Aberta para a Maturidade Ativa).Coordenadora voluntária do projeto Cooperar para Capacitar e Desenvolver, junto à Prefeitura de São Paulo, na área do envelhecimento.
Vida e Carreira - David Wong Formato: 140X210 cm - 216 pgs
Decisões sábias em cada etapa da vida. Autor "BestSeller" do Instituto Haggai Internacional.
Numa corrida, é importate o modo como iniciamos e como corremos.Mas a verdade, é como finalizamos que importa. Na vida este princípio também se aplica e como a terminamos é que importa. Neste livro, David Wong, nos mostra como tomar decisões sábias em cada etapa da vida.