Apresentação oral no VI Simpósio de Pesquisa e Iniciação Científica da FACS/UNIVALE e Painel apresentado no XV Simpósio de Pesquisa e Iniciação Científica da UFOP
Os idosos ainda são caracterizados pela prevalência de edentulismo, cáries, doença periodontal e o uso de próteses totais. Sendo a estética e a saúde bucal elementos de impacto nas relações humanas, sentimentos de inferioridade, timidez e dificuldades, tanto no convívio social quanto nas manifestações de afeto podem ocorrer em indivíduos que não estão satisfeitos com suas características bucais. O objetivo deste trabalho foi identificar a influência que a autopercepção da saúde e estética bucal exerce na vida conjugal dos idosos. A amostra foi composta por 50 indivíduos, estado civil casados, com idade média de 67,7 anos, atendidos na Clínica de Odontogeriatria da Universidade Vale do Rio Doce – UNIVALE, ano de 2007. Para a coleta de dados foi utilizado o Índice Geriátrico para Avaliação de Saúde Bucal (GOHAI) e uma Entrevista Psicológica desenvolvida para este estudo. Os resultados demonstraram que, quanto ao sexo, sobressaíram os homens (58,3%) em relação às mulheres (41,7%). Em relação à estética, 45,8% se sentiram insatisfeitos. Grande parte dos idosos (66 %) relatou possuir vida sexual ativa, para os quais a saúde bucal (precária para 67,7%) interfere nos momentos de afeto, e afirmaram ainda estarem insatisfeitos com sua estética bucal. Segundo um entrevistado “Porque o mau cheiro faz ter vergonha pra tudo”outros afirmaram: “sente envergonhada e atrapalha na hora de carinho e beijar”, “ boca murcha é ruim de beijar” “ a estética é muito importante”. Pode-se concluir que a condição de saúde e estética bucal são percebidas pelos idosos, geram insatisfação e interfere em suas relações afetivas.